10 de jan. de 2011

Joinville, a cidade dos Príncipes

Joinville fica cerca de 350 km de Criciúma, de carro a viagem leva em torno de cinco horas. A cidade que foi colonizada por alemães, recebe o apelido de “Cidade dos Príncipes”, pois foi dada como presente de casamento entre a filha de D. Pedro I e o príncipe de Joinville, cidade francesa; no entanto, eles nunca visitaram a cidade, vendendo mais tarde parte dela a alemães de Hamburgo que vieram colonizar o território em meados do século XIX.

Logo no início da cidade, as margens da BR-101 está o pórtico da XV de Novembro, em estilo alemão ele dá as boas-vindas aos visitantes. Além do pórtico, há outra atração em estilo germânico ao lado que é o Moinho, que atualmente não está disponível para visita do público. Próximo do pórtico se encontro o parque Expoville que possui um centro comercial com bastante artesanato e chocolates caseiros, além de uma grande área verde que vale a visita.

A seguir, indo de carro pela rua XV de Novembro se chega ao centro, onde se encontra a maioria das atrações turísticas da cidade. Pode-se deixar o carro estacionado no Shopping Mueller (R$ 3,00 por quatro horas e R$ 1,00 por hora adicional), de lá a maioria das atrações podem ser alcançadas a pé. A primeira visita pode ser a famosa Rua das Palmeiras, em frente ao palácio dos príncipes, que hoje é o Museu Nacional de Imigração e Colonização. O museu é um tributo aos colonizadores que construíram a cidade, ele é constituído da casa principal (o antigo palácio dos príncipes) além de mais três espaços aos fundos, que expõem ferramentas (galpão de tecnologia), viaturas de tração animal e carroções (galpão dos meios de transporte) e que reproduzem uma típica casa da época da colonização (Casa de Enxaimel). A entrada é gratuita.

Próximo ao Shopping Mueller está o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, que foi o primeiro a ser fundado no Brasil ainda no Século XIX pelos imigrantes. Neste local está o Museu Nacional do Bombeiro, onde se pode conhecer a história dos bombeiros, desde como eles combatiam os incêndios no século XIX até os dias atuais. Entre as curiosidades, pode ver o pau de sebo, a torre e vários equipamentos antigos. A entrada é gratuita se há um bombeiro que guia a visita.

Um pouco mais distante está a Praça da Bandeira, a caminho do Museu de Sambaqui que expõe os vários achados arqueológicos encontrados na cidade de Joinville. São vários artefatos pré-coloniais expostos, de conchas a ossos de mamíferos e crânio humanos. É um passeio pelo passado remoto da cidade, a visita é gratuita.


Após um dez minutos de caminhada, se chega ao Cemitério do Imigrante e Casa da Memória, esta foi a casa do antigo coveiro do Cemitério Protestante. Ele esteve em funcionamento de 1851 até 1913, estão sepultados até hoje mais de duas mil pessoas em mais de 490 sepulturas. Visitar túmulos de mais de 150 anos e saber que estão ali os primeiros colonizadores é uma experiência marcante.


Seguindo a pé pela XV de Novembro encontra-se o Museu de Arte de Joinville e a Cidadela Cultural Antarctica, ambos dedicados a Arte. A Cidadela, antiga fábrica da cervejaria, tem galpões onde há arte contemporânea. O Museu tem um acervo com mais de 700 obras de arte, não é um museu em nível das grandes capitais, mas vale a visita que é gratuita.

Além destas atrações tem outras que não pude visitas. Entre as que mais se destacam estão a Escola do Teatro Boishoi, que deve ser agendada antecipadamente, o Mercado Municipal e a Estação da Memória (antiga estação de trem de Joinville).

A cidade de Joinville não é conhecida por suas atrações turísticas, e sim pela sua pujança econômica. No entanto, é um ótimo exemplo de cidade que preserva sua história e mantém a cidade organizada apesar dos mais de meio milhão de habitantes. Vale a pena visitar para conhecer uma cidade que é diferente das cidades de outras regiões, ou mesmo de Santa Catarina, pois é muito diferentes de Criciúma, Florianópolis e Chapecó, que ficam no mesmo estado, que apesar de pequeno, mostra uma diversidade que vale a pena ser conhecida.



Classificação pessoal e arbitrária: três estrelas e meia.

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